Violencia relacional

Violência relacional na adolescência: uma análise psicossocial

INTRODUÇÃO

à violência escolar é um problema socioeducativo que prejudica seriamente o processo de ensino aprendizagem, bem como as relações sociais na sala de aula (Steffgen, Recchia e Viechtbauer, 2013). De fato, tem um impacto triplo no funcionamento da escola: desencoraja a força de trabalho de ensinar, faz com que a instituição escolar abandone seus objetivos prioritários de ensino de conhecimento já que a atenção recai sobre as medidas disciplinares, e favorece também o abandono dos objetivos de formação humana dos alunos ao colocarem a atenção naqueles alunos que apresentam mais problemas de disciplina (Buelga, Martínez e Musitu, 2015; Barbieux, 2006; Fernández-Baena et al, 2011 ;. Moreno Estevez, Murgui e Musitu, 2009; Musitu, 2013; Steffgen et al, 2013 ;. Trianes, e Muñoz Sánchez, 2001).

O aumento da frequência e gravidade da violência escolar nas escolas hoje observada gera grande preocupação social em muitos países, inclusive no México, onde os dados publicados pela Pesquisa Nacional de Saúde e Nutrição (ENSANUT) (Gutiérrez et al., 2013) indicam que a violência em crianças e adolescentes com idade entre 10 e 19 anos aumentou significativamente de 2006 para 2012 em mais de 1,1% em homens e mais de 2,2% em mulheres.

Para analisar o comportamento violento, utilizou-se neste trabalho a classificação da violência elaborada por Little, Henrich, Jones e Hawley (2003), em que se faz uma dupla distinção desse comportamento: o que faz referência à sua forma (manifesta versus relacional) e à que atende às suas funções (reativa vs. ofensiva ou instrumental). A violência manifesta refere-se aos comportamentos que envolvem um confronto direto com os outros com a intenção de causar-lhes dano (por exemplo, bater, bater, ameaçar, etc.), enquanto a violência relacional refere-se a comportamentos que eles tendem a causar danos no círculo de amizades das pessoas, ou a sua percepção de pertencer a um grupo (por exemplo, espalhar fofocas e boatos, ignorando alguém do grupo)

Quanto às suas funções, a ação ofensiva implica um comportamento violento sem um estímulo que o desencadeie; A ação reativa, por sua vez, supõe uma resposta defensiva em face de alguma provocação, enquanto a ação instrumental implica um comportamento deliberado de antecipação de benefícios controlados por reforçadores externos.
A maior parte do trabalho concentrou-se em examinar o perfil de adolescentes com problemas de violência evidente, enquanto

o estudo de violência relacional, que envolve um comportamento mais subtil e menos visível mas tem essas consequências negativas para psicossocial como as derivadas dos mesmos (Crick e Grotpeter, 1995 ajustamento; Guterman, Hahm e Cameron, 2002; Martin e Huebner, 2007; Storch e Masia-Warner, 2004) têm sido tradicionalmente relegados à literatura científica. Também é preciso sublinhar o facto de que os adultos perceber violência relacional como menos prejudicial do que a violência aberta e, portanto, aparentemente goza de maior permissividade, fundamentalmente no período de início da adolescência, que vão desde 12 a 14 (Underwood, Galen e Paquette, 2001).

Em alguns estudos, a relação entre as variáveis de ajuste psicossocial e violência relacional na adolescência tem sido destacada. No caso de variáveis, tais como o funcionamento familiar, comunicação e ma cli- família, que foram encontrados que estão ligados a comportamento violento e se manifesta relacionais em adolescentes (Castelhano, 2005; Estévez, Musitu e Herrero, 2005a Jiménez, Mu- situ e Murgui, 2005).

Além disso, como para as variáveis sociais tem sido observado que o desejo ou a motivação para obter uma reputação ou reconhecimento social é um fator de risco para anti-social envolvem uma Carse e comportamento violento para essa fase (Emler e Reicher, 1995, Moreno, Ramos, Martínez e Musitu, 2010). Este tipo de comportamento pode ser entendido como um respues- ta procurando uma reputação social particular baseada no respeito, liderança, poder no grupo e não-conformidade (Carroll, Verde, Houghton e Wood, 2003; Emler e Reicher, 2005).

Além disso, parece que os adolescentes com dificuldades comportamentais são atitudes mais desfavoráveis em relação à escola pia autoridade institucional pró e outras instituições, como a Lycia po- (Emler e Reicher, 2005; Estevez Martinez e Musitu, 2006). Tal associação entre atitudes para professores e outras fontes de autoridade institucional causou esta variável é considerada cada vez mais importante nos estudos de violência e clima escolar (Cava e Martinez, 2013).

Com relação às variáveis individuais, verificou-se que as vítimas de violência na adolescência manifestam mais sintomas depressivos e ansiedade que você e maior angústia psicológica e ideação suicida do que aqueles que não sofrem (Cu llerton-Sen e Crick, 2005; Putallaz et al, 2007;. Sanchez-Sosa, Villarreal, Musitu e Martinez, 2010). Também foi observado que uma maior percepção e exposição à violência na adolescência pode afetar o estado emocional dos indivíduos que podem apresentar ansiedade ou depressão sintomatologia gia, uso de substâncias por vezes associada (Cordova Rodriguez e Diaz, 2010; Pérez, Diaz e Fernandez, 2014).

Tendo em conta estes antecedentes, o presente trabalho psicológico e tão- variáveis oficiais que estão associados com a violência relacional na adolescência são examinados, com os seguintes objetivos: 1) para analisar a relação entre variáveis familiares (funcionamento familiar e ção comunicações ) e relacional, 2) a violência examinar a relação entre a violência relacional e variáveis sociais, tais como reputação social percebido e ideal, atitude em relação à autoridade institucional (positiva em relação a transgressão das normas sociais e à atitude autoridade institucional) e 3) é- tudiar a relação entre a violência relacional indivíduo, tal como desconforto variáveis gicos psico e ideação suicida.

Ele começa a partir das seguintes hipóteses: a) As variáveis familiares (família problemática funcionamento comu- nicação com os pais) apresentou Taran maior saturação discriminante no grupo da violência relacional baixo no primeiro e no segundo violência alta ; b) bles varia- social -como o (real e ideal) reputação social e inconformismo- e atitude positiva em relação à violação das normas sociais mostram uma maior saturação grupos discriminantes alta violência relacional e atitude positiva em relação autoridade institucional discriminante mostrar uma maior saturação em grupos de baixa violência relacional, e c) variáveis individuais de sofrimento psíquico e ideação suicida apresentará maiores grupos discriminantes saturação alta violência relacional.

MÉTODO

Participantes

Para a seleção da amostra deste estudo explicativo e transversal ex-post-facto, utilizou-se amostragem estratificada proporcional em relação aos centros educacionais urbanos e suburbanos que constituíram um universo de 984 centros no estado de Nuevo León (México). O nível de confiança foi de 90% e o coeficiente alfa de 0,05. A amostra selecionada foi constituída por 118 estabelecimentos de ensino (62 urbanos e 56 suburbanos), com um total de 8.115 alunos, dos quais 51,5% eram do sexo masculino; Dos participantes, 5.059 frequentavam escolas urbanas (62,3%) e 3.056 frequentavam escolas suburbanas (37,7%). As idades variaram entre 11 e 13 anos (4.384 [54,0%]) e entre 14 e
16 anos (3.731 [46,0%]). Finalmente, em relação à série, 2.882 (35,5%) dos participantes estavam na primeira série; 2.743 (33,8%) o segundo e 2.490 (30,7%) o terceiro. Neste trabalho, os valores perdidos por escalas ou subescalas foram tratados pelo método de imputação de regressão. A detecção de outliers univariados foi realizada através da exploração de escores padronizados, seguindo os critérios indicados por Hair, Anderson, Tatham e Black (1999).

Instrumentos

Escala de Avaliação da Função Familiar (APGAR) (Smilkstein, Ashworth e Montano, 1982).
Avalie a coesão e a adaptabilidade do funcionamento familiar (por exemplo, “Você está satisfeito com o tempo que você e sua família passam juntos”). Ele consiste em cinco itens com três opções de resposta do tipo Likert, variando de 0 (“quase nunca”) a 2 (“quase sempre”). O coeficiente α de Cronbach obtido para o presente estudo foi de 0,80. Os resultados da análise fatorial confirmatória mostraram um bom ajuste do modelo aos dados (SB χ2 = 40,4104, gl = 4, p <0,001, CFI = 0,996, RMSEA = 0,033 [0,025,
0,043]).

Parent-Child Communication Scale (PACS) (Barnes e Olson, 1982).
Avaliar a comunicação entre pais e filhos adolescentes. Consiste em duas subescalas: comunicação com a mãe (da perspectiva da criança) e comunicação com o pai (também da perspectiva do filho ou filha). Ambos consistem em 20 itens, que são agrupados em duas dimensões: Comunicação aberta, composta por onze itens que se referem à comunicação positiva entre pais e filhos, com base na liberdade, compreensão e livre troca de informações. (por exemplo, “Eu presto atenção quando eu falo”), e comunicação ofensiva, que inclui nove itens relacionados à comunicação negativa com base na crítica e não obtendo os objetivos pré-Tende (por exemplo, “Tente ofendido quando ele fica irritado comigo “).

O intervalo de respostas varia de 1 (“nunca”) a 5 (“sempre”), tanto para comunicação com o pai quanto com a mãe. Os coeficientes α de Cronbach obtidos foram 0,87 para a subescala da mãe e 0,86 para o pai. Através de uma análise factorial de confirmação rio feita pelo método de máxima verosi- militud, a estrutura bidimensional da escala foi encontrado, que mostra um bom ajuste para os dados (SB χ2 2 = 2602,984, df = 128, p <.001 CFI = 0,953
RMSEA = 0,049 [0,047, 0,050]).

Escala de Reputação Social (Carroll, Baglioni, Houghton e Bramston, 1999).
É composto por 15 itens, cada um com quatro opções de resposta (1 = “nunca” e 4 = “sempre”), que medem a percepção real e ideal da reputação social. não-conformista auto-percepção (por exemplo, “Eu sou um (a) sujeito (a) rebelde”), auto-percepção conformista (por exemplo, “Eu me dou bem com os outros”) e auto-percepção: cada subescala três dimensões são medidos de reputação (por exemplo, “tenho boa fama”); auto público ideal inconformista (por exemplo, “Eu desejo outra coisa a pensar que eu sou um (a) sujeito (a) rebelde”), auto conformista público ideal (por exemplo, “Eu gostaria que os outros a pensar que eu conviver com os outros” ) e auto-retrato ideal para a reputação (por exemplo, “Eu gostaria que outros pensassem que eu tenho uma boa reputação”). O coeficiente α de Cronbach para a subescala real de reputação é de 0,78 e para a subescala de reputação ideal de 0,75. Para corroborar a

Na estrutura fatorial das subescalas, tanto para a reputação real quanto para a ideal, foram realizadas análises fatoriais confirmatórias por meio do método de estimação por máxima verossimilhança, obtendo-se um ajuste aceitável aos dados para a estrutura fatorial da reputação real ( SB χ2 2 = 979,6105, gl = 53, p <0,001, CFI = 0,935,
RMSEA = 0,046 [0,044, 0,049]) e pela reputação
ideal (SB χ2 2 = 702,0556, gl = 55, p <0,001,
CFI = 0,950, RMSEA = 0,038 [0,036, 0,041]).

Scale of Psychological Upset (K10) (Kessler e Mroczek, 1994).
Este instrumento mede os sintomas depressivos (por exemplo, “Quantas vezes você se sentiu deprimido” e ansiedade (por exemplo, “Com que frequência você se sentiu inquieto ou desconfortável”), o que, em conjunto com – fornecer uma medida de sofrimento psíquico, consistindo de dez itens com cinco opções de resposta: de 1 (“nunca”) a 5 (“sempre”) Na validação na população mexicana foi encontrado um coeficiente α de Cronbach. de .90 e uma estrutura unifatorial (Terrez, Salcedo, Estrada, Romero e Sotres, 2011) Na presente investigação, uma única dimensão da escala também foi obtida através de uma análise fatorial confirmatória usando o método de estimação. de máxima verossimilhança, obtendo um bom ajuste aos dados (SB χ2 = 512,3666, gl = 29, p <0,001, CFI = 0,981,
RMSEA = 0,045 [0,042, 0,049]).

Escala de Ideação Suicida (Roberts, 1980).
A adaptação para a população mexicana desta escala feita por Mariño, Chaparro e González (1993) foi utilizada. Mede pensamentos e comportamentos suicidas (por exemplo, “Eu tive pensamentos sobre a morte”). Consiste em quatro itens com opções de resposta do tipo Likert com valores de 1 (0 dias), 2 (1-2 dias), 3 (3-4 dias) e 4 (5-7 dias), que permitem conhecer a ocorrência de os sintomas na última semana. Nesta investigação, o coeficiente α de Cronbach foi de 0,84. Para confirmar a estrutura unidimensional da escala, foi realizada uma análise fatorial confirmatória utilizando o método da máxima verossimilhança, que apresentou um bom ajuste aos dados (SB χ2 2 = 1,643, gl = 1, p = .19992, CFI = 0,991,
RMSEA = 0,009 [0,000, 0,032]).

Escala de Atitudes em Relação à Autoridade Institucional para Adolescentes (AAIA) (Cava, Estévez, Buelga e Musitu, 2013).
Esta escala é composta por duas subescalas: Atitudes positivas em relação à autoridade (por exemplo, “Os professores são justos quando se trata de avaliar”) e Atitudes positivas em relação à transgressão de normas (por exemplo, “Se você não gosta de uma escola, o melhor é pular isso “). Consiste em 10 itens com quatro opções de resposta do tipo Likert, variando de 1 (“nada” a 4 (“concordo totalmente”), todos eles relacionados à atitude dos adolescentes em relação ao corpo docente, polícia, regras escolares e a lei como sistemas normativos O coeficiente α de Cronbach obtido a partir dessas subescalas foi de 0,90 e 0,92, respectivamente. A fim de verificar a estrutura fatorial da escala, neste estudo análise fatorial confirmatória, que mostrou um bom ajuste aos dados (SB χ2 2 = 318,4247, gl = 23, p <0,001, CFI = 0,976,
RMSEA = 0,040 [0,036, 0,044]).

Escala de Comportamento Violento Relacional (Little et al., 2003).
Foi utilizada a subescala de violência relacional da Escala de Comportamento Agressivo. O instrumento mede comportamentos envolvendo agressão social, como exclusão ou grupo de isolamento ou relações manipulando submetido RCEs outro- por doze itens e uma escala de Likert, variando de 1 ( “nunca”) para 4 (“sempre”). A escala consiste em três dimensões que avaliam diferentes subtipos de violência relacional: pura (por exemplo, “eu sou uma pessoa que trata os outros com indiferença ou para de falar com eles”), reativa (por exemplo, “quando alguém me irrita, – morreo ou história rumores sobre essa pessoa “) e instrumental (por exemplo” Para conseguir o que eu quero, eu não deixo algumas pessoas fazer parte do meu grupo de amigos “). O coeficiente α de Cronbach obtido aqui para essas subescalas foi de 0,76, 0,71 e 0,73, respectivamente. Para corroborar a estrutura fatorial, foi realizada uma análise fatorial confirmatória utilizando o método de estimação por máxima verossimilhança, obtendo um ajuste aceitável aos dados (SB χ2 2 = 191,8766, df = 24, p < 0,001, CFI = 0,956,
RMSEA = 0,029 [0,026, 0,033]).

Procedimento

O planejamento e desenvolvimento do projeto foram feitos entre a Universidade Autônoma de Nuevo León e a Secretaria de Educação da mesma entidade. Uma vez que as permissões foram informadas e concedidas, os instrumentos foram administrados nos centros selecionados, com a permissão dos pais e dos alunos. Os alunos com problemas de leitura e compreensão receberam o instrumento individualmente e o suporte necessário foi oferecido. A participação foi voluntária e anônima, e um total de 19 alunos (.21%) se recusou a ser incluído. O estudo respeitou os princípios fundamentais da Declaração de Helsinque em relação à ética na pesquisa com seres humanos.

Analise de dados

Para determinar a relação entre a violência variáveis ​​cionais e psicossociais rela- (inconformado reputação real, grande reputação dissidente, atitude positiva em relação a transgressão das normas sociais, atitude positiva em relação à autoridade titucional insti-, funcionamento familiar, problemas de comunicação com pais, ideação suicida psicológico e) desconforto, é realizada uma análise primeiro agrupamento em duas fases ou co bietápi-, e K-means, para o agrupamento de indivíduos de acordo com violência relacional amostra. A primeira análise do conglomerado mostrou a qualidade do conglomerado com três clusters, o que foi bom, enquanto na segunda análise os casos foram agrupados nesses três clusters. Em seguida, foi proposta uma análise discriminante para diferenciar os grupos de violência relacional alta e baixa, calculados previamente nos conglomerados, a fim de apreciar as variáveis ​​que os ajudaram a diferenciá-los. Todas essas análises foram feitas através do programa SPSS, versão 20.
Em relação ao tratamento prévio dos dados, foi realizada uma análise exploratória para verificar se houve erros de codificação, valores perdidos ou atípicos, bem como sua distribuição. Para lidar com os poucos dados perdidos ou valores que estavam disponíveis, eles foram substituídos pela média da série.

RESULTADOS

 

Artigo Completo